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Entenda como monitorar a TI seguindo 4 passos simples! Trazemos á você esta matéria para te ajudar a implementar a monitoração de TI em qualquer empresa e infraestrutura.

Estes passos permanecerão idênticos Independentemente das ferramentas escolhidas para estruturar a monitoração, pois orientam a base de qualquer solução de monitoramento.

Tenha em mente que aqui iremos utilizar os termos “monitoramento” e “monitoração”, e por mais que dicionários como o Dicio não definam uma distinção entre um termo e outro, é preciso compreender a diferença que se faz comercialmente.

Monitoração refere-se ao conjunto de ferramentas que compõem as tecnologias de monitoramento, enquanto o Monitoramento é o acompanhamento dos alertas emitidos pela solução de monitoração.

Como monitorar a TI: 4 passos

1. Definir o que monitorar

A primeira pergunta a se fazer é o que monitorar, considerando a quantidade de serviços e equipamentos que a TI engloba, uma resposta vaga como “tudo” certamente não pode existir.

Há um motivo que levantou a necessidade de monitorar a TI nesta empresa? Esta pergunta pode trazer surpresas, e um insight certeiro sobre a expectativa da organização e de quais serviços você pode monitorar e como configurar os sensores.

Neste ponto, é preciso entender um pouco sobre o negócio da empresa, quais são os recursos tecnológicos mais necessários para o funcionamento da empresa em seu dia a dia, e quais fariam mais falta caso estivessem indisponíveis.

Assim é possível delinear quais sistemas, equipamentos e recursos possuem a maior criticidade para o negócio, assim você será capaz de criar uma solução de monitoração que importe para a organização, definindo quais limites os recursos podem atingir antes de emitir alertas.

A emissão de alertas precisa ser proativa, alertando antes de um serviço ficar totalmente indisponível. Isto irá ajudar na prevenção dos problemas, criando um importante valor para a empresa, que terá maior produtividade devido á manutenção preventiva de seus serviços e equipamentos de TI.

2. Quando emitir os alertas

Além de emitir os alertas configurando os limiares ou “thresholds” para alertar caso os serviços estejam degradados em X%, também é preciso definir um período no qual estes alertas serão emitidos caso identifiquem alguma irregularidade.

Imagine um servidor de impressão que é monitorado e alerta o técnico responsável 24 horas, 7 dias por semana. Porém, todas as impressoras são desligadas no período da noite, ou supondo que de fato haja uma indisponibilidade no serviço.

O servidor de impressão é crucial para a empresa em todas as 24 horas do dia? Se a resposta for não, então é sábio não emitir os alertas no período que o serviço não é necessário.

Esta é uma forma de minimizar a quantidade de vezes que o responsável pelo monitoramento será alertado e tomará ações, o que geraria um custo desnecessário para a empresa.

Os alertas geralmente são configurados para serem emitidos em expediente comercial, expediente de 24 horas, e outras variações para contemplar finais de semana.

3. Quem irá monitorar

É preciso que cada alerta tenha uma destinação, uma tratativa, afinal de contas, esta é a principal razão para o monitoramento. Sendo assim, é necessário definir quem irá receber os alertas.

A pessoa responsável pelo monitoramento e recebimento de alertas pode ser um funcionário interno da empresa ou um Service Desk terceirizado, que irá acompanhar os dashboards e alertas.

Também é importante definir como serão emitidos os alertas, podendo ser por e-mail, mensagens pelo Telegram (aplicativo de mensagens para iOS, Android e Windows) ou até mesmo por uma central de serviços dedicada.

O treinamento correto deste profissional o prepara para lidar com os alertas que vierem da ferramenta, podendo inclusive adicionar tentativas de reparo pré-estabelecidas antes de escalonar os chamados para níveis de serviço mais elevados.

4. Definir ações

Este é o final do processo, o resultado de todos os passos anteriores deve culminar nas ações executadas para a normalização dos serviços, por isto é o ponto mais crítico.

Caso a resposta seja muito lenta, um problema pode tomar forças e se intensificar, tornando mais difícil reparar ou reestabelecer, e aumentando exponencialmente o prejuízo da organização devido ao tempo ocioso de sua mão de obra.

Para cada alerta deve haver uma ação, seja a tratativa imediata pela pessoa responsável pelo monitoramento, ou seja, o repasse de um chamado á um prestador interno ou externo.

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Sensores, falsos positivos e falsos negativos

Não é incomum os sensores emitirem alertas que, após avaliação, são falsos positivos ou falsos negativos, e podem perturbar as estatísticas geradas pela solução de monitoração, dando informações imprecisas sobre a TI e sua necessidade de investimento.

Informações incorretas podem gerar investimentos incorretos e inefetivos na solução dos problemas da TI, ou seja, tempo e dinheiro gastos em algo que não precisava de reparo ou melhoria.

A melhoria contínua dos sensores tem o objetivo de aprimorar a eficácia do monitoramento, prevenindo contra falsos positivos e falsos negativos, gerando estatísticas e alertas mais confiáveis, que tornam mais ágil o diagnóstico e solução dos problemas.

Esperamos que com estes 4 passos você tenha condições de iniciar sua jornada no monitoramento de TI, mas também podemos ajudá-lo a monitorar sua TI de forma efetiva.